Teia de Flores

Making-of da vida

September 4, 2008 · Leave a Comment




Making-of

Upload feito originalmente por flor_a

Ah o pragmatismo! As vezes, tão importante para fazer o trabalho acontecer. Mas, tão temido pelo outros. Tachado de frio, mecânico, mandão. Um verdadeiro incompreendido. É claro, que tem os momentos em que é invejado. Estes são breves, como um flash, que pode passar desapercebido se você piscar.
Em tempos de final. Ele é bem-vindo. Vem ditador, se impõe com método e força, mas não é fascista. Não pode se dar ao luxo de ser. Tem que guardar jogo de cintura para os imprevistos. Então, para que perder tempo com o que NÃO pode ser feito/dito?
Logo, consegue ganhar espaço. Pois sua principal técnica é chegar ocupando os vazios, vai tomando ciência de tudo. Quer saber. Isto sim importa. Para saber o que fazer especialmente quando os planos dão errado. É aí, que mostra suas garras. Quer saber e agora? Não há tempo ou razão para o atordoamento. A vida é assim: cisma em mudar. Dizem que aí está sua graça. E nós só podemos fazer uma coisa: dançar conforme a música, sem perder o rebolado. é possível? Num sei. Mas, sei que não é impossível.
Enquanto tentamos entender o que aconteceu não podemos parar. Então, volta-se a questão: e agora, o q fazer?
É claro que a pergunta é retórica. Não como saber o que fazer. Mas, ngm percebe este momento de humor e sentem-se ameaçados. Como assim o q fazer? É aí que o pragmatismo começa a ser atacado, quando ele tenta dar a volta por cima. Dizem que ele não é criativo, que não entende as dores daqueles que pensam ao invés de executar, chamam-lhe de insensível e ignorante. Ele tenta explicar que td que faz, seu mundo aparentemente quadrado quer guardar o resto do mundo. Quer dar a ela chance de acontecer em todo o seu esplendor. Não lhe entendem. Dizem a ele que é mais um “dos idiotas da objetividade”.
No fim. Respiram todos aliviados. Uns certos de que venceram uma batalha contra o mundo demasiado racional. Outros, com a dor e a alegria de terem se mantidos fiéis a si, mas de não serem reconhecidos como merecerm, apesar da certeza de que foram importantes.

foto: rafaela tb videomaker do projeto final.

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Companheiros de ECO

August 31, 2008 · Leave a Comment




Companheiros de ECO

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Taurinos são inertes. Ou tendem a inércia. Mas, somos também, enquanto segundo signo do ano zodiacal. Aqueles que tem pragmátismo suficiente para fazer as coisas acontecerem, colocá-las em movimento. Foi neste espírito que vivi esta semana.
Era hora de levantar, começar a se mexer e colocar as coisas em movimento. Comecei a ir a luta, tomei as rédeas da faculdade, organizei o trabalho de conclusão de curso e tomei decisões quanto ao futuro próximo. Não, não estou nem um pouco segura em relação a estas ações, mas também não estou em crise com a minha insegurança.
- Faz parte, e vai passar. Este é o meu mantra no momento.
A foto é dos amigos, é claro. Em uma semana que também foi pontuada pela saudade e pela lembrança do espaço que este sentimento ocupa na minha vida. É inevitável pensar, lembrar e estar feliz por ter pessoas queridas.
Dizer apenas que são como família, é clichê demais. São companheiros. De trabalho, de sala de aula, de farra, enfim…de avernturas.
O melhor é poder contar com seus sorrisos, mesmo que por foto. São lembranças que podem até trazer saudades, mas não trazem tristeza, ou depressão.
Se esta semana tive tranquilidade para resolver minha vida, tb tive amigos para compartilha-la.

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Chegadas e Partidas

August 27, 2008 · Leave a Comment

Ontem na aula de elementomusicais brincávamos de adivinhar títulos. Porque a aula era sobre semântica msuical, e o título seria, em tese, o resumo do significado dado pelo compositor a sua criação. Pois bem, o título deste post não a toa é o de uma música do Milton.
Em uma semana que começou pontuada pela sombra da saudade. Palavra curiosa por só exisitir na língua portuguesa. Dolorosa pela ausência que evidência. Completa, pelos afetos que cisma em (res-)guardar. Única por não ter atônimo, ou porque, diferente das ‘chegadas e partidas’ que são dois lados de uma mesma viagem, ela não possue um duplo, um sentido espelhado que lhe faça mais completa. Não precisa. Todos que sentimos saudades sabemos, o quão absoluto é este sentimento. E tal constatação faz pensar se só sentem saudades aqueles que tem raízes lusas?
Outra curiosidade sobre esta palavra é que não há meia saudade, ou saudade menor. Se tem saudade ou se mata saudade. Ela não admite meio termos, é barroca em sua essência, binária.

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Semana de tensão

August 18, 2008 · Leave a Comment

Esta semana não foi nada, nadinha do que esperava. Ao conversar com uma amiga, ela perguntou como estava, lhe disse que bem, mas cansada com os muitos acontecimentos da primeira semana de agosto: aniversário de mãe, viagem, aniversário de irmão, eventos, dia dos pais… Mal sabia que a semana que começava, não deixaria nada a dever a anterior. Vagamente lembrava da cerimônia de colação de grau no sábado, mas até lá tudo, ou nada, poderia acontecer.

Nem sempre as coisas acabam qnd terminam, nem tão pouco começam pelo começo. E a semana, começou na sexta: com a abertura das Olimpíadas e um telefonema, concomitantes. O telefonema era um convite, para um trabalho, ou um pedido de ajuda, simplesmente irrecusável. E foi assim que a semana dividiu-se entre o frio na barriga que antecedeu a colação de grau e a montagem de um espetáculo de cinema ao vivo.

A tensão gerada por estes dois eventos, foi capaz de produzir ações e sentimentos, fazer pensar e sair do comum. No dia-a-dia, tensão é um termo pesado, aliado a conflitos, pressões, rigidez…  Entretanto, no vocabulário da Física seus significados são bastantes, podendo definir diferença de potencial energético (entre dois pontos) e a força de reação (de um corpo submetido a esforços de tracção).

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Perna e mão

August 11, 2008 · Leave a Comment




Perna e mão

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Com arrogância digo: Cubismo. Pedaços. Claro que quadrados, é uma foto. Não pergunte porque, mas é uma temática. Mãos, pés, pernas, olhos, óculos, boca, partes de um rosto, um meio sorriso. De mim na maior parte das vezes, os outros quase sempre são inteiros – ou quase. Poucas, são as vezes que as linhas e cores de suas partes e detalhes chamam minha atenção, pedem meu registro. Afinal de contas, para se ver as partes é preciso diminuir o campo de visão, usar planos fechados, closes e super-closes. E nãoo é nada fácil estar perto do Outro.

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