
NYC Center - Barra da tijuca, Rio de Janeiro
No curto período de férias que ganhei decidi me dedicar ao máximo a acompanhar os lançamentos da sétima arte. Para começar escolhi o filme que a mais tempos está em cartaz: Indiana Jones e a Caveira de Cristal. Para poder assistir esta grande produção, tive que fazer uma viagem no tempo e no espaço. Fui com toda a coragem – porque a viagem não é curta – parar na Barra da Tijuca.
A princípio, qndo me propus a partir em direção ao New York City Center (?!), imaginei que seria uma boa forma de começar com as férias: fazendo o que eu quero, sozinha e numa boa. Do ponto de vista mais objetivo o passeio foi isso mesmo, sem dificuldades ou dramas consegui concluir meu plano e assistir ao filme.
Entretanto, tão logo cruzei o túnel do Joá comecei a perceber o quanto a Barra me incomoda. O sentimento foi aumentondo enquanto o 179 seguia seu caminho. Primeiro, percebi que seu itinerário mudara e qualquer um que me conhece sabe o quanto me desconcerta estes eventos inesperados que fazem a realidade objetiva sair do meu controle. Logo que o ônibus entrou na – até então para mim – av. Sernambetiba comecei a entender o me encomoda naquela parte da cidade: a ambigüidade entre conhecido e desconhecido que ela se tornou após 23 anos de convívio. sendo 10 deles exilada dali.
É verdade que nunca fui um ser da Barra. Mas, fui um dos mtos habitantes do Rio de Janeiro que realmente sorria ao ler os cartazes: Sorria, você está na Barra. Porque aquelas palavras eram o sinal de que eu havia chegado a um lugar mágico de praia, churrasco, clube, brincadeiras, férias, novidades… Qtos foram os finais de semana ali? Você com meu avô, meus pais ou meus tios a diversão estava garantida desde que eu estivesse ali.
Conheci mto bem a Barra do fim da década de 80 e da década de 90. Lembro dos supermercados que abriram, dos shoppings, da loja AM&PM, do Mil Frutas, do Bob´s, da barraca do Pepê, do Chico Cheese… Em um papo de velha, começo a me lembrar: Qnd era crianaça só existia o Carefour e o Barra Shoppinga ianda sem nenham expansão… Comprei o primeiro brinquedinho do meu irmão no Freeway, minha mãe ainda tava grávida na época… Ih, só ia no Macdonalds lá na Barra. Aliás, foi lá que descobri o que era Nuggets, quem diria q se tornaria uma coisa comum!… A primeira vez que fui ao cinema sozinha, foi lá… Os passeios no Pier… O apartamento do tio Pedro… O alargamento da av. Ayrton Senna… ih, antes ela se chamava Via 11.
Assim passaram as lembranças na minha cabeça. Mas, tão violento qnto tds os prédios que vi subri na Orla, foi descobrir que a av. Sernambetida agora se chma lucio Costa. Senti uma indignação tão grande,não só pela mudança, ma por me dar conta q ela já aconteceu a um tempo e que aquela avenida estranha mencionada nas notícias de trânsito do rádio é o lugar que frequentei por 12 anos de toda a minha vida. E que os 11 anos em que estou distante, significaram mudanças para mim também.
Se o tempo muda o espaço, ele também muda as pessoas. E como muda!
:.. Escutando o novo disco de Madonna. Será que ela virá para o Brasil? Bem que podia trazer o justin junto, com ela, até ele fica sexy.




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