Teia de Flores

Lições que a cultura de massa ensina

July 25, 2008 · Leave a Comment

este é o cartaz que adornou a sala dos X-Files.

Hoje da mesma maneira como faço todas as sextas-feiras, peguei a revista Programa para me interar do que acontece po aí. Nos últimos tempos este movimento é mto mais uma questão maquinal de seguir uma rotina do que, de fato, uma vontade de ir a algum lugar ou mesmo de estar completamente por dentro do que acontece na cidade. Aliás, constatar isto traz um sorriso irônico a meus lábios: por anos e anos, eu lia a revista com um enorme desejo de participar de todos os Programas que ela trazia. Primeiro, quando criança, era o estado de exilada e a própria idade me impediam de estar nos lugares, ver as pessoas e me divertir. Mas, nada disso me privava da delícia de ler tdas as críticas de filmes, peças, shows e retsaurantes, nem de sonhar com o dia que estaria ali, participando de tudo. Ah, sim, nào suspirava ou almejava o sucesso, longe disso. Afinal, eu não estava a ler a coluna social, o que eu queria era participar ou como dizem muito bem os americanos: Fit-in. Continuando, depois já no meio da adolescencia a revista só me interessava pela primeira parte: os filmes em cartaz. Ai, eu já tinha alguma liberdade para escolher algumas coisas e a direcionava por inteiro a escolha das obras que veria.

Mas, hj não. Nem leio a revista para saber de td o q se passa, nem mesmo para escolher o Programa do fim de semana. Leio, por ler. O processo desde uma realidade até a outra foi, assim como a abertura política brasileira: Lento e gradual. Mas, os hábitos, ah estes companheiros fiéis. Este não deixamos gratuitamente. E foi assim, que, como eu dizia, hoje pela manhã formou-se um sorriso irônico em meus lábios. Tudo isto porque, na segunda página, logo ali no início, estava a crítica do filme, que para mim é o mais esperado do ano. Para não dizer dos últimos seis anos. É emergia naquele sorriso uma pessoa que nem eu mesma reconheço direito em mim, uma pessoa que ficou terrivelmente ansiosa ao ver na terça-feira, quase que sem querer – pq ngm ve trailler sem querer, msm no cinema – o trailler, do segundo longa da série Arquivo X.

Ah, este ser dentro de mim, já vive a um ano mais acordado. Desde que vi meu querido galã em Californication foi impossível não suspirar, não relembrar e nào aguardar ansiosamente o dia de hoje. Aliás, quando vejo pela primeira vez a série, o mesmo sorriso que hoje tenho no rosto se formou, por ver que na série a anti-heroína é alguém que também acompanhei pelas telas nos últimos 10 anos e que hoje deve ter a mesma idade que eu.  Nada mais Nerd e feliz foi este reencontro, com os personagens, os atores, a TV e, principalmente, comigo mesma.

Voltemos ao assunto: o filme.  Imagino que não o tenha aguardado mais do que boa parte do fãs da série, mas o mais interessante foi que o seu lançamento está fazendo com que eu afça algo, que achei que jamais teria coragem de fazer: terminar de ver a série. Sim, eu nunca vi o último epsódio. Mesmo tendo se passado seis anos desde o fim. Não queria dar por terminada esta parte da minha vida. Mas, aí vem, no início deste ano o anúncio de que o filme será lançado. Não me resta outra escolha a não ser reencontrar os meus velhos heróis. Decidi que reveria a série, em ordem e de forma organizada. Como eu nunca tinha feito antes.

Então, agora, estou na última temporada, mais ansiosa do que nunca e já sem medo do fim. Por que depois de cada fim há uma possível continuação. O que mais me aflige, no que toca o passar do tempo é o cabelo da Scully, precisava mesmo estar tão diferente? Maior e mais claro. Isso é mesmo coisa de fã.

Categories: crônicas · lembranças
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