Ontem na aula de elementomusicais brincávamos de adivinhar títulos. Porque a aula era sobre semântica msuical, e o título seria, em tese, o resumo do significado dado pelo compositor a sua criação. Pois bem, o título deste post não a toa é o de uma música do Milton.
Em uma semana que começou pontuada pela sombra da saudade. Palavra curiosa por só exisitir na língua portuguesa. Dolorosa pela ausência que evidência. Completa, pelos afetos que cisma em (res-)guardar. Única por não ter atônimo, ou porque, diferente das ‘chegadas e partidas’ que são dois lados de uma mesma viagem, ela não possue um duplo, um sentido espelhado que lhe faça mais completa. Não precisa. Todos que sentimos saudades sabemos, o quão absoluto é este sentimento. E tal constatação faz pensar se só sentem saudades aqueles que tem raízes lusas?
Outra curiosidade sobre esta palavra é que não há meia saudade, ou saudade menor. Se tem saudade ou se mata saudade. Ela não admite meio termos, é barroca em sua essência, binária.
Chegadas e Partidas
August 27, 2008 · Leave a Comment
Categories: aforismas
Tagged: chegadas e partidas, lembranças, saudade




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